Várias zonas da Europa ocidental estão sendo afetadas por uma onda de calor, que tem causado incêndios florestais em Portugal, França e Espanha. Para esta semana, esperam-se recordes de temperaturas na Inglaterra, França e Espanha e de acordo com a agência de notícias France Press esta é a segunda onda de calor registrada num mês na Europa.
Em Portugal, no domingo (17) e pela primeira vez desde 08 de julho, as temperaturas não ultrapassaram os 40 graus Celsius, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), depois de terem atingido um recorde histórico para o mês de julho de 47 graus.
No entanto, quase todo o território português apresentou perigo máximo de incêndio rural, muito elevado ou elevado no domingo, em particular as regiões norte e centro.
Segundo os meteorologistas, o aumento deste fenômeno é consequência direta do aquecimento global, com as emissões de gases de efeito de estufa aumentando de intensidade, duração e frequência.
Na França, o “calor ganhando força e se alastrando pelo país”, alerta o instituto Météo-France, que espera ver muitos recordes de temperatura quebrados, sobretudo a oeste e sudoeste do país.
Também no Reino Unido, a agência meteorológica nacional emitiu o primeiro alerta ‘vermelho’ para calor extremo, significando um ‘risco de vida’.
Os termômetros podem chegar aos 40°C no sul da Inglaterra pela primeira vez hoje (18) ou terça-feira (19), alertou o Met Office.
A onda de calor está também afetando a Espanha, onde já se registaram mortes devido ao tempo quente.
No domingo, os termômetros atingiram os 39°C em Madrid, 39,7°C em Sevilha (sul) e até 43,4°C em Don Benito, perto de Badajoz (oeste).
A onda de calor tem causado incêndios florestais, que já mataram vários elementos dos serviços de bombeiros e resgate.
Na Espanha, cerca de 20 incêndios florestais ainda estão ativos e permanecem dominando diferentes partes do país, do sul ao extremo noroeste da Galiza.
Um bombeiro morreu na sequência de um incêndio em Losacio, província de Zamora, noroeste da Espanha, no domingo, segundo as autoridades locais.
Na França, Portugal, Espanha e Grécia, milhares de hectares de florestas arderam e muitos habitantes e turistas tiveram que fugir das suas casas.
(Agência Lusa)











