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Home Colunistas

2022 – O ano que não acabou! – por Carmino de Souza

Carmino de Souza Por Carmino de Souza
19 de dezembro de 2022
em Colunistas
Tempo de leitura: 4 mins
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2022 – O ano que não acabou! – por Carmino de Souza

Foto: Freepik

Podemos afirmar nestes dias que antecedem o Natal e o final de ano que 2022 será um ano absolutamente singular por tudo o que vivemos ao longo deste ano. Vivemos ainda sob a égide da pandemia da SarsCov2 que, apesar dos extraordinários esforços da ciência e dos sistemas de saúde, insiste em resistir. Começamos o ano com a variante Ômicron através do mundo e no Brasil e que apresenta características clínicas e epidemiológicas diversas das variantes anteriores. Com um potencial mais elevado de transmissão, tinha felizmente menor patogenicidade e letalidade.

Quase podemos afirmar que se trata de uma outra doença pelas características clínicas e potencial de causar uma doença pulmonar severa muito menor que as variantes anteriores, desde a originária de Wuhan (original), passando pela P1 (amazônica), sendo a P1 a mais grave e letal, e a variante delta que, felizmente, foi a menos agressiva em nosso meio com comportamento diverso ao observado no hemisfério norte.

Durante todo o ano de 2022 convivemos com a Ômicron e suas diversas subvariantes conhecidas. A pandemia parecia arrefecida quando a partir do final de outubro e, principalmente, em novembro o número de casos voltou a subir de maneira significativa. E por que isto aconteceu? Pela segunda vez consecutiva tivemos um grande crescimento de casos de Covid-19 no período pós-eleitoral. Além disto, perdemos totalmente o medo da pandemia e passamos a nos aglomerar em campos de futebol, em shows, em eventos de diversas ordens etc. Enfim, parecia que a pandemia havia acabado e não teríamos qualquer consequência por estes nossos hábitos e costumes.

É claro que todos estávamos cansados e desejosos de nos encontrarmos, nos abraçarmos, nos confraternizarmos com amigos, colegas, parentes etc. Afinal, somos seres humanos, sociais e sensíveis. Mas, o “danado” do vírus se aproveitou deste nosso comportamento e voltou a nos atingir de maneira progressiva.

A grande e fundamental diferença é que grande fatia de nossa população estava vacinada, ao menos com as duas doses iniciais. Mas, um enorme contingente de pessoas susceptíveis não havia ainda, por vontade própria, alguma dificuldade ou desinformação, recebido a terceira e muito menos a quarta dose, estas duas últimas consideradas importantes como reforço vacinal. Certamente, neste ano de 2022, tivemos a mais acirrada e combativa eleição da história republicana brasileira, em dois turnos muito duros para muitos cargos executivos ou legislativos.

Impressionante como o processo eleitoral mobiliza as pessoas, promove todos os tipos de manifestações e aglomerações e, como consequência, quantas pessoas voltaram a adoecer devido, direta ou indiretamente, de todo este extenso, complexo e longo processo. Temos que acreditar que o vírus “gosta” de gente, que quanto mais nos expusermos em eventos, reuniões etc., maior o risco de transmissão.

Neste final de ano, voltamos ao dilema de estarmos juntos, familiares, amigos, colegas etc. É claro que devemos insistir nos cuidados não farmacológicos de lavagem constante das mãos, no uso de máscaras sob certas circunstâncias, na redução, sempre que possível, das aglomerações. Devemos insistir na utilização das vacinas: disponíveis, eficientes e salvadoras.

Não há como discutir ou duvidar da importância das vacinas no contexto da Covid-19. É criminoso retirar das pessoas, principalmente das crianças, dos idosos e dos pacientes imunossuprimidos ou clinicamente vulneráveis o direito à imunização regular e com as doses de reforço necessárias. Vamos entrar em 2023 mais ou menos como entramos 2022 apenas que com um contexto epidemiológico ligeiramente diferente. Não devemos nos privar de nada mais. Mas, devemos nos acautelar, acreditar nas medidas de prevenção, acreditar na imunização que mudou, tenho certeza, a história natural desta pandemia.

As turbulências de 2022, esperamos, que sejam menores em 2023 tanto do ponto de vista político como sanitário. Os próximos governos devem se apropriar de todos os conhecimentos e desenvolvimentos que tivemos nestes anos para avançar, sem preconceitos ou negacionismo.

Os agravos à saúde, à economia, enfim à sociedade são e serão, por muito tempo, enormes. Os desafios não acabaram, apenas mudaram de mãos e de gestões.

Não devemos perder tempo com a “bobagem” (me desculpem o termo). Devemos cuidar do que realmente interessa. Estamos muito divididos nos conceitos e crenças. Mas a ciência e o conhecimento existem para harmonizar tudo isto e dar segurança sobre os passos que devemos seguir. Se 2022 não acabou, 2023 será a sua continuação com os cuidados e ações de contenção da pandemia.

Teremos novos governos, ainda com enormes e antigos desafios, mas, certamente, com novos e inusitados a serem enfrentados. Para estes novos governantes desejamos muita sorte, lucidez e sabedoria. Por tudo o que vivemos e experimentamos, não custa ainda cuidarmos de nós mesmos e de nossos entes queridos.

Vamos tentar fazer com que os sofrimentos físicos e emocionais sejam menores neste novo ano. Mas, vamos acreditar que temos que agir pro ativamente para que tudo seja melhor e mais controlado. Mais um pouco de paciência e cuidado. Isto não custa nada e pode representar muito em nosso futuro.

 

Carmino Antonio De Souza é professor titular da Unicamp. Foi secretário de saúde do estado de São Paulo na década de 1990 (1993-1994) e da cidade de Campinas entre 2013 e 2020. Secretário-Executivo da Secretaria de Ciência, Pesquisa e Desenvolvimento em Saúde do Governo do Estado de São Paulo.

Tags: atendimentoCarmino de SouzacolunistascovidHora CampinasLetra de MédicoPandemiasaúdetratamento
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