1 de maio de 2026
O SEU PORTAL DE NOTÍCIAS, ANÁLISE E SERVIÇOS
ANUNCIE
Sem Resultados
Ver todos os resultados
Informação e análise com credibilidade
  • ÚLTIMAS
  • CIDADE E REGIÃO
  • COLUNISTAS
  • ARTE E LAZER
  • OPINIÃO
  • ESPORTES
  • EDUCAÇÃO E CIDADANIA
  • SAÚDE E BEM-ESTAR
  • BRASIL E MUNDO
  • ECONOMIA E NEGÓCIOS
  • TURISMO
  • VEÍCULOS
  • PET
  • FALECIMENTOS
  • NOSSO TIME
  • ÚLTIMAS
  • CIDADE E REGIÃO
  • COLUNISTAS
  • ARTE E LAZER
  • OPINIÃO
  • ESPORTES
  • EDUCAÇÃO E CIDADANIA
  • SAÚDE E BEM-ESTAR
  • BRASIL E MUNDO
  • ECONOMIA E NEGÓCIOS
  • TURISMO
  • VEÍCULOS
  • PET
  • FALECIMENTOS
  • NOSSO TIME
Sem Resultados
Ver todos os resultados
Informação e análise com credibilidade
Sem Resultados
Ver todos os resultados
Home Colunistas

Entre o 7 e o 11 de setembro – por Luis Felipe Valle

Luis Felipe Valle Por Luis Felipe Valle
9 de setembro de 2023
em Colunistas
Tempo de leitura: 4 mins
A A
Entre o 7 e o 11 de setembro – por Luis Felipe Valle

Obra Independência ou morte, óleo sobre tela (1888) de Pedro Américo - Foto: Reprodução

Sete de setembro, dia do teatral “grito da independência”, às margens do Rio Ipiranga, quando, em 1822, Dom Pedro I teria proclamado a si mesmo Imperador do Brasil, separando a nação brasileira do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, então governado por Dom João VI, seu pai, que, assim como toda a corte e a família real portuguesa, fugia das invasões napoleônicas na Europa, refugiando-se nas terras que invadiram e exploravam por séculos.

Se sobrepondo à luta incansável dos quilombos por liberdade, igualdade e justiça social, assim como à organização democrática dos povos indígenas, anterior à violência colonial-escravista, a data virou símbolo da suposta emancipação política do Brasil, que já era buscada desde a Inconfidência Mineira (Minas Gerais, 1789) e a Revolta dos Alfaiates (Bahia, 1789), e continuou sendo reivindicada, a exemplo da Cabanagem (Grão-Pará, 1835), da Sabinada (Bahia, 1837), da Balaiada (Maranhão, 1838), de Canudos (Bahia, 1896), e movimentos sociais que continuam significando a “independência” a partir da construção de democracias verdadeiramente populares.

Da oligarquia da República Velha à ditadura do Estado Novo, a industrialização do Brasil seguiu condicionada a ordens que vinham da Europa e dos EUA, disfarçadas por um nacionalismo superficial e um patriotismo perverso, negando as origens e a diversidade de um povo nascido da violência e da exploração, exaltando opressores e massacrando lideranças que desafiavam a elite financeira herdeira do colonialismo.

Já afundados na ditadura civil-militar que teve início em 1964 e valia-se dos símbolos nacionais para demonizar a resistência popular contrária à tirania das fardas, o Brasil testemunhou e foi cúmplice do golpe militar no Chile, em 11 de setembro de 1973, que levou à morte de Salvador Allende, presidente socialista democraticamente eleito. A ditadura assassina de Augusto Pinochet veio em seguida, responsável pela morte de mais de três mil chilenos, além de centenas de milhares de refugiados e incontáveis denúncias de censura, perseguição, tortura e repressão a professores, jornalistas, artistas e lideranças de oposição.

Brasil e Chile fizeram parte de uma longa lista de países Latino-Americanos cuja soberania foi sequestrada pelo intervencionismo estadunidense durante a Guerra Fria, especialmente durante a Operação Condor, comandada pela Inteligência dos EUA numa fantasiosa batalha contra o comunismo durante a Guerra Fria, quando o verdadeiro interesse da potência ocidental-capitalista era ampliar seu domínio político e econômico sobre territórios ricos em recursos como combustíveis fósseis, metais, água, terras agricultáveis, além de mão-de-obra e mercado consumidor.

Quase 30 anos depois, dia 11 de setembro de 2001 entrou para a história por conta do atentado do grupo fanático-religioso Al-Qaeda, responsável pelo sequestro de dois aviões que foram usadas para derrubar o World Trade Center, em Nova Iorque, matando cerca de três mil pessoas que trabalhavam no local.

O Al-Qaeda era liderado pelo militar multimilionário Osama Bin Laden, que havia comandado as tropas do Afeganistão, com amplo apoio dos Estados Unidos, na guerra contra a União Soviética entre 1979 e 1988. Em retaliação, George W.

Bush, então presidente dos EUA, declarou a “Guerra ao Terror”, justificando uma nova onda de invasões a países como Iraque e Afeganistão em nome da democracia e da liberdade, levando à morte centenas de milhares de civis e a destruição política e econômica de nações do Oriente Médio e Norte da África.

As bandeiras flamulando, gloriosas, enquanto bombas explodem e pessoas morrem sangrando, feridas e famintas, desmascaram a perversidade do patriotismo usado como justificativa para o discurso de ódio e opressão contra grupos e nações consideradas inimigas. A lição que já deveria ter sido aprendida com as monstruosidades do nazismo e do fascismo, durante os horrores da segunda guerra mundial, permanece atual, presente em exaltações do ultranacionalismo, como no ataque ao Capitólio dos EUA, em 6 de janeiro de 2021, e nos atos golpistas de invasão e depredação em Brasília, em 08 de janeiro de 2023.

Quando se soma o fanatismo religioso ao discurso de ódio, armamentista e ultranacionalista, ideias como “independência” e “liberdade” perdem completamente o sentido, apontando muito mais na direção de ditaduras totalitárias, teocracias tirânicas e grupos terroristas do que de movimentos populares republicanos e democráticos.

Tendo à frente o enorme desafio de lidar com o legado nefasto do bolsonarismo e das graves sequelas da pandemia da COVID-19, o terceiro mandato presidencial de Lula tenta, mais uma vez, construir alianças com partidos do “centrão” oportunista e fisiologista que, com um pé no neoliberalismo e outro no conservadorismo, seguem explorando as injustiças sociais e desigualdades econômicas de um país ainda refém dos caprichos e vontades de uma minúscula minoria que controla recursos financeiros, militares e publicitários.

Não há independência onde há fome, pobreza, violência, intolerância e opressão à diversidade de expressão e existência – apenas demagogia e propaganda. O grito do Ipiranga, aqui, é fatal: a morte é a sentença àqueles que têm sua independência negada, pela cor da pela, pelo gênero, pela identidade, pelo endereço, pela cor da bandeira ou pelo saldo bancário.

Luis Felipe Valle é professor universitário, geógrafo e mestre em Linguagens, Mídia e Arte
Tags: 11 de setembro7 de setembrobolsonarismoBrasilChilecolunistasEUAHora CampinasigualdadeIndependênciaLuis Felipe VallepobrezaPolíticasociedade
CompartilheCompartilheEnviar
Luis Felipe Valle

Luis Felipe Valle

Versões e subversões

Notícias Relacionadas

VEGAS e a lógica dos excessos humanos – por Luis Norberto Pascoal
Colunistas

VEGAS e a lógica dos excessos humanos – por Luis Norberto Pascoal

Por Luis Norberto Pascoal
1 de maio de 2026

...

Trabalhe com o que você ama. Ou, pelo menos, entenda o que isso significa para você. – por Karine Camuci
Colunistas

Trabalhe com o que você ama. Ou, pelo menos, entenda o que isso significa para você. – por Karine Camuci

Por Karine Camuci
1 de maio de 2026

...

Entre bicicletas e lembranças: a saudade de Edson Lunardi – por Alexandre Campanhola

Entre bicicletas e lembranças: a saudade de Edson Lunardi – por Alexandre Campanhola

30 de abril de 2026
Pressa pra quê? – por Tábita Luiza de Ávila Dutra

Pressa pra quê? – por Tábita Luiza de Ávila Dutra

30 de abril de 2026
Um panorama da educação no Brasil – por José Pedro Martins

Um panorama da educação no Brasil – por José Pedro Martins

29 de abril de 2026
O show tem de continuar… – por Gustavo Gumiero

O show tem de continuar… – por Gustavo Gumiero

29 de abril de 2026
Carregar Mais
  • Avatar photo
    Alexandre Campanhola
    Hora da Saudade
  • Avatar photo
    Carmino de Souza
    Letra de Médico
  • Avatar photo
    Cecília Lima
    Comunicar para liderar
  • Avatar photo
    Daniela Nucci
    Moda, Beleza e Bem-Estar
  • Avatar photo
    Gustavo Gumiero
    Ah, sociedade!
  • Avatar photo
    José Pedro Martins
    Hora da Sustentabilidade
  • Avatar photo
    Karine Camuci
    Você Empregado
  • Avatar photo
    Kátia Camargo
    Caçadora de Boas Histórias
  • Avatar photo
    Luis Norberto Pascoal
    Os incomodados que mudem o mundo
  • Avatar photo
    Luis Felipe Valle
    Versões e subversões
  • Avatar photo
    Renato Savy
    Direito Imobiliário e Condominial
  • Avatar photo
    Retrato das Juventudes
    Sonhos e desafios de uma geração
  • Avatar photo
    Thiago Pontes
    Ponto de Vista

Mais lidas

  • Cartórios da região de Campinas terão horário ampliado para regularização de títulos

    Cartórios da região de Campinas terão horário ampliado para regularização de títulos

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Entre bicicletas e lembranças: a saudade de Edson Lunardi – por Alexandre Campanhola

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Cartórios eleitorais de Campinas mudam de endereço nesta semana

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Festa das Nações de Joaquim Egídio tem início nesta quinta-feira em Campinas

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Praça do Coco: Prefeitura diz que árvores serão substituídas por dois jequitibás

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
Hora Campinas

Somos uma startup de jornalismo digital pautada pela credibilidade e independência. Uma iniciativa inovadora para oferecer conteúdo plural, analítico e de qualidade.

Anuncie e apoie o Hora Campinas

VEJA COMO

Editor-chefe

Marcelo Pereira
marcelo@horacampinas.com.br

Editores de Conteúdo

Laine Turati
laine@horacampinas.com.br

Maria José Basso
jobasso@horacampinas.com.br

Silvio Marcos Begatti
silvio@horacampinas.com.br

Reportagem multimídia

Gustavo Abdel
abdel@horacampinas.com.br

Leandro Ferreira
fotografia@horacampinas.com.br

Caio Amaral
caio@horacampinas.com.br

Marketing

Pedro Basso
atendimento@horacampinas.com.br

Para falar conosco

Canal Direto

atendimento@horacampinas.com.br

Redação

redacao@horacampinas.com.br

Departamento Comercial

atendimento@horacampinas.com.br

Noticiário nacional e internacional fornecido por Agência SP, Agência Brasil, Agência Senado, Agência Câmara, Agência Einstein, Travel for Life BR, Fotos Públicas, Agência Lusa News e Agência ONU News.

Hora Campinas © 2021 - Todos os Direitos Reservados - Desenvolvido por Farnesi Digital - Marketing Digital Campinas.

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • ÚLTIMAS
  • CIDADE E REGIÃO
  • COLUNISTAS
  • ARTE E LAZER
  • OPINIÃO
  • ESPORTES
  • EDUCAÇÃO E CIDADANIA
  • SAÚDE E BEM-ESTAR
  • BRASIL E MUNDO
  • ECONOMIA E NEGÓCIOS
  • TURISMO
  • VEÍCULOS
  • PET
  • FALECIMENTOS
  • NOSSO TIME

Hora Campinas © 2021 - Todos os Direitos Reservados - Desenvolvido por Farnesi Digital - Marketing Digital Campinas.