A superlotação de leitos de UTI Covid em Campinas impacta também na rede particular de saúde. Desde o final de maio, Campinas registra índices de ocupação de leitos superiores a 90%, porém, os hospitais privados apresentavam indicadores melhores no que se refere à oferta de vagas. No entanto, no último dia 2, a situação de superlotação ficou evidente nas unidades particulares da cidade, após a elevação das taxas de ocupação para níveis acima dos 90%.
Os índices registrados atualmente pela rede particular de saúde se assemelham aos do final de março e início de abril, na fase mais aguda da segunda onda da pandemia em Campinas. Na ocasião, a ocupação dos hospitais privados também estava acima dos 90%.
No dia 9 de abril, os números começaram a cair e a taxa permaneceu abaixo dos 90%. Em 10 de maio, o boletim epidemiológico apontou 68% de ocupação de leitos de UTI nos hospitais particulares. Nesse início de junho, porém, a curva ascendente retornou com força. Em 2 junho, a rede particular atingiu 91% de ocupação. Dos 174 leitos oferecidos, 17 estavam livres. Seis dias depois, das 187 vagas, restavam apenas 13 livres, com taxa de 94%.
Desde o início do mês, os hospitais particulares ampliam diariamente a oferta de leitos de UTI, porém o crescimento da demanda ajuda amanter as taxas de ocupação altas. Se no dia 2 de junho havia 174 leitos, no dia 9 já eram 206. Nesta terça-feira (15), a oferta de UTI Covid foi ampliada nos hospitais particulares. Existem 216 leitos de UTI à disposição, porém apenas 17 estão livres, o que implica índice de ocupação de 93%.











