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Home Opinião

Artigo: Tristezas tolas – por Joaquim Z. Motta

Redação Por Redação
24 de julho de 2025
em Opinião
Tempo de leitura: 4 mins
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Artigo: Tristezas tolas – por Joaquim Z. Motta

Ilustração: Freepik

A vida, como sabemos e sentimos, é uma sucessão variada e polarizada entre a alegria e a tristeza. Não digo no sentido psicopatológico dos transtornos de humor, aqueles que indicam a bipolaridade clínica, doente. No plano geral, de qualquer pessoa, com saúde mental e emocional na média, a sequência de frustrações e gratificações é uma decorrência existencial. Proporcionalmente, a pessoa mediana, saudável, vive alternando as reações de tristeza e de alegria, à medida que se sucedam as frustrações e as gratificações.

Tenho forte impressão de que a grande maioria das pessoas pelo mundo passa muito mais por frustrações do que gratificações. Não encontrei estatísticas definitivas sobre o tema, mas vejamos um critério respeitável. Há uma avaliação anual, o World Happiness Report (Relatório Mundial da Felicidade), lançado pela ONU, em que são usadas as seguintes referências: “1) PIB per capita: Riqueza econômica; 2) Apoio social: Ter uma rede afetiva (amigos, família); 3) Expectativa de vida saudável: Saúde física; 4) Liberdade para fazer escolhas de vida: Autonomia; 5) Generosidade: Contribuir para a comunidade e 6) Percepção de corrupção: Confiança nas instituições”.

Nesta avaliação de 2025, como nas anteriores, os países da Escandinávia e os mais desenvolvidos têm os melhores índices. O Brasil foi apontado na 36ª colocação. Nós conhecemos bem o baixo nível de satisfação dos brasileiros. Imaginem o das outras 157 nações que tiveram índices ainda piores…

Reparemos que os tópicos que qualificam a felicidade são pouco prováveis mesmo em países desenvolvidos. Afinal, a pessoa teria que dispor de poder financeiro, boa afetividade, saúde razoável, autonomia para escolhas e decisões, pensamentos e atitudes coletivas e instituições confiáveis!

Só mesmo uma elite poderia fruir dessa vida gratificante! E ainda pode ser lembrada uma virtude psicológica muito importante e decisiva na sustentação do bem-estar da pessoa: a capacidade resiliente de suportar e superar frustrações. Essa elite não é brincadeira: além de não ter muitas, aguenta bem as que surgem…

Desse modo, sobra frustração à vontade para a grande maioria da população. Esse panorama é pesado, cruel e desumano, semeando pessoas tristes pelo planeta.

Vamos a Michel de Montaigne. No século 16, o filósofo e escritor francês nos legou: “O homem não é tão atingido pelo que acontece, e sim por sua opinião sobre o que acontece”. Essa frase nos permite refletir sobre as frustrações e gratificações. Essencialmente, não são os fatos que nos alegram ou entristecem, mas nossas interpretações sobre eles.

Se a interpretação deturpar ou embaçar o fato, algo alegre pode ser compreendido como triste e vice-versa. Os níveis de entristecimento ou contentamento também ocorrerão conforme as opiniões.

A interpretação influenciada pelos outros pode ser benéfica ou extremamente danosa. Um influencer moderno e bem-intencionado funcionará como um bom e dedicado professor. Um marido com suas tentativas de “gaslighting” enlouquecerá a esposa. A lavagem cerebral é capaz de manipular a sequestrada até que ela se apaixone pelo raptor, como na síndrome de Estocolmo.

Uma família lidava com um filho prematuro. O pediatra acreditava que a criança teria estatura muito baixa. Na vizinhança, morava um anão simpático que era profissional bem-sucedido. A família convivia com o vizinho e realçava o valor intelectual dele. Costumava dizer para o menino: veja como ele tem cabeça grande, genial, trabalho inteligente, mas corpo pequeno. Na puberdade, diante da estupidez de colegas que praticavam bullying, o garoto não se incomodou, não sofreu de nenhuma tristeza significativa.

Pastor moralista que condenava intensa e frequentemente a traição conjugal, envolveu-se apaixonadamente com uma moça, amiga da sua esposa. A amante morreu em acidente de ônibus que transportava fiéis da igreja. Confuso entre a alegria de que “Deus a tirou da sua vida”, preservando o casamento, e a tristeza motivada pela culpa de ver a esposa chorar a perda da amiga, ele tentou o suicídio. Recuperado fisicamente, ficou muito tempo deprimido, precisando da tristeza que ele entendia necessária para castigar seus pecados. Demorou cinco anos para melhorar, quando confessou a traição para a esposa e obteve o perdão dela.

As decepções amorosas são talvez as mais sugestionáveis às interpretações. O rejeitado entende que sofre por amor, pela perda romântica, mas a ferida narcísica, o ego vaidoso, pode ser a essência da dor. Se formos avaliar com mais rigor, a tristeza adequada, crítica, devida, parece rara e difícil.

É muito fácil que as pessoas se decepcionem com circunstâncias absurdas, indevidas e bobas. Vemos muitos exemplos diuturnamente: sofrer porque um chefe desfavoreceu a expectativa do funcionário, porque o time não foi campeão, porque o trânsito atrasou a chegada ao trabalho, porque a noiva conversou com o ex-namorado, porque seu candidato perdeu a eleição, porque Cristo não atendeu à oração e não se sensibilizou com a promessa oferecida etc.

Talvez restassem mesmo poucas situações que provocassem verdadeiramente tristezas devidas e proporcionais. Isso se restringiria às vivências de perda inconsolável e frustração irreparável, circunstâncias que se limitariam às doenças graves e à morte.

Como tudo depende da interpretação da pessoa, conforme seu perfil mais ou menos otimista, o copo estará meio cheio ou meio vazio…

 

Joaquim Z. Motta é psiquiatra, sexólogo e escritor

Tags: ArtigocomportamentoHora CampinasOpiniãorelacionamentosentimentossociedadetristeza
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