2 de maio de 2026
O SEU PORTAL DE NOTÍCIAS, ANÁLISE E SERVIÇOS
ANUNCIE
Sem Resultados
Ver todos os resultados
Informação e análise com credibilidade
  • ÚLTIMAS
  • CIDADE E REGIÃO
  • COLUNISTAS
  • ARTE E LAZER
  • OPINIÃO
  • ESPORTES
  • EDUCAÇÃO E CIDADANIA
  • SAÚDE E BEM-ESTAR
  • BRASIL E MUNDO
  • ECONOMIA E NEGÓCIOS
  • TURISMO
  • VEÍCULOS
  • PET
  • FALECIMENTOS
  • NOSSO TIME
  • ÚLTIMAS
  • CIDADE E REGIÃO
  • COLUNISTAS
  • ARTE E LAZER
  • OPINIÃO
  • ESPORTES
  • EDUCAÇÃO E CIDADANIA
  • SAÚDE E BEM-ESTAR
  • BRASIL E MUNDO
  • ECONOMIA E NEGÓCIOS
  • TURISMO
  • VEÍCULOS
  • PET
  • FALECIMENTOS
  • NOSSO TIME
Sem Resultados
Ver todos os resultados
Informação e análise com credibilidade
Sem Resultados
Ver todos os resultados
Home Colunistas

COP29 vai aumentar expectativas para COP30 no Brasil – por José Pedro Martins

José Pedro Martins Por José Pedro Martins
13 de novembro de 2024
em Colunistas
Tempo de leitura: 5 mins
A A
COP29 vai aumentar expectativas para COP30 no Brasil – por José Pedro Martins

Foto: ApexBrasil/Divulgação

Começou na última segunda-feira, 11 de novembro, em Baku, no Azerbaijão, a COP29 do Clima. A Conferência deste ano será realizada claramente, sem trocadilhos, sob a sombra da eleição de Donald Trump nos Estados Unidos. Voltaremos ao assunto, mas antes uma reflexão sobre o número desta COP.

COP29 quer dizer que há quase três décadas a comunidade internacional, e no caso os governos dos países reunidos na ONU, tentam acordos visando o enfrentamento das mudanças climáticas que, conforme um consenso científico (salvo as nada honrosas exceções dos negacionistas), foram aceleradas por ações humanas.

As mudanças no clima na Terra foram intensificadas sobretudo pelo excesso de queima de combustíveis fósseis, como petróleo, carvão e gás natural. O uso excessivo desses combustíveis levou ao incremento da presença de gases como o dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4) na atmosfera. Estes são os chamados gases de efeito-estufa (GEE).

No Acordo de Paris, estabelecido na COP21, em 2015, na capital francesa, os países finalmente se comprometeram a fazer todos os esforços para que a temperatura média global não ultrapassasse um aumento de 1,5ºC. Para que essa meta fosse alcançada, os tais esforços dos países teriam que ser executados no sentido de que as emissões conjuntas de gases de efeito-estufa fossem sensivelmente diminuídas nos últimos anos e também nos próximos.

Ocorre que o aquecimento de 1,5º já está sendo alcançado neste ano de 2024, conforme recente estimativa do observatório europeu Copernicus. E o aquecimento global está em franca aceleração porque, no conjunto dos países, as emissões de GEE não diminuíram nem de longe do que era necessário. Pelo contrário, elas aumentaram em alguns casos, e tudo isso porque o mundo, de forma geral, continua apostando em energias sujas, nos combustíveis fósseis.

O resultado da aceleração do aquecimento global já é notório, pelos eventos climáticos extremos registrados em quantidade e intensidade cada vez maiores. Como as recentes inundações históricas na Espanha, as queimadas assustadoras em grande parte do Brasil, os furacões cada vez mais potentes nos Estados Unidos e, de novo em território brasileiro, as enchentes devastadoras no Rio Grande do Sul no início do ano.

Em síntese, a comunidade internacional, reunida nessas 28 COPs anteriores, com certeza fracassou nas tentativas de enfrentamento das mudanças climáticas, que tendem a se intensificar ainda mais em prazo muito curto. E fracassou em grande parte pelos poderosos interesses, políticos e econômicos, envolvidos nos grandes negócios envolvendo os combustíveis fósseis.

Então, diante de tudo isso, é legítima a indagação: o que esperar da COP29? Indo mais longe: o que esperar das COPs de forma geral?

As perguntas fazem muito sentido considerando o próprio local onde elas têm sido realizadas. A COP28, do ano passado, foi em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, grandes produtores de petróleo. A COP29, em curso, acontece no Azerbaijão, considerado o primeiro petroestado, embora não localizado no Oriente Médio.

No cenário da COP28, documentos vazados e divulgados pela imprensa revelaram que a Adnoc, a estatal de energia dos Emirados, se aproveitou da ocasião para buscar novos acordos comerciais. E não é que o mesmo estaria acontecendo em função da COP29?

A organização Global Witness revelou que a companhia de petróleo do Azerbaijão, a Socar, fechou negócios de cerca de US$ 8 bilhões, desde que as atenções foram voltadas para o país em razão da nova Conferência do Clima. O próprio presidente do Azerbaijão, Ilhan Aliyev, já havia se pronunciado no sentido de que o país continuaria a exploração de seus recursos em gás e petróleo, apesar da relevância das discussões sobre as mudanças climáticas.

 

Foto: Divulgação ONU

 

No caso da COP29, realizada nesse cenário nada animador, a grande expectativa é em relação a um novo acordo que teria que ser estabelecido para o financiamento que os países ricos deveriam realizar, em benefício dos países em desenvolvimento, para bancar a urgente transição energética, de uma matriz dependente de combustíveis fósseis, para uma matriz de energias renováveis. O acordo em vigor, já totalmente descumprido, previa a destinação de ao menos US$ 100 bilhões anuais pelos países ricos.

As conversas pré-conferência de Baku citam a destinação de no mínimo esses mesmos US$ 100 bilhões até um montante de US$ 1 trilhão. Valores considerados insuficientes para as ações necessárias de reversão ou atenuação das mudanças climáticas em curso. Ontem, a Rede de Ação Climática, que reúne 1900 organizações da sociedade civil, divulgou relatório indicando que a “dívida climática” dos países ricos seria de ao menos US$ 5 trilhões com os países em desenvolvimento.

Em suma, há pouco a esperar de concreto, diante da emergência climática que se agrava a olhos vistos, da COP29. Ainda mais agora, com a eleição de Trump. Os Estados Unidos já haviam se retirado do Acordo de Paris em seu primeiro mandato. Essa decisão animou outros governos a atenuar suas ações no âmbito do clima.

Os EUA voltaram ao Acordo de Paris no governo Joe Biden, mas agora, com Trump de novo na Casa Branca, novos retrocessos são esperados, por parte do país que historicamente é o maior emissor de GEE.

Com tudo isso, é forte a expectativa de que, com eventual fracasso da COP29, decisões sejam adiadas para a COP30, a COP da Amazônia, em Belém, em 2025. Aí emergem dúvidas sobre como se comportará o próximo país-anfitrião, o Brasil.

Na última semana, foram divulgados dados do INPE revelando que o desmatamento na Amazônia caiu 30,6% em relação a 2023. No Cerrado, onde o desmatamento também avançou nos últimos anos, a diminuição foi de 25,7%. Notícias promissoras, demonstrando o empenho de setores do governo federal com a proteção da biodiversidade e o enfrentamento das mudanças climáticas.

Contudo, outros setores desse mesmo governo insistem na defesa da exploração de petróleo, inclusive na foz do Amazonas. Os subsídios governamentais também continuam sendo destinados majoritariamente ao setor de fósseis, que em 2023 recebeu R$ 81,4 bilhões, ou 81,9% do total, segundo estudo recente do INESC.

Qual Brasil estará representado na COP30, a COP da Amazônia, que poderia ser um marco na liderança ecológica mundial pelo país?

 

 

José Pedro Martins é jornalista, escritor e consultor de comunicação. Com premiações nacionais e internacionais, é um dos profissionais especializados em meio ambiente mais prestigiados do País. E-mail: josepmartins21@gmail.com

 

 

 

Tags: colunistasCOP29Hora CampinasHora Sustentabilidadejosé pedro martinsmeio ambientemudanças climáticassustentabilidade
CompartilheCompartilheEnviar
José Pedro Martins

José Pedro Martins

Hora da Sustentabilidade

Notícias Relacionadas

VEGAS e a lógica dos excessos humanos – por Luis Norberto Pascoal
Colunistas

VEGAS e a lógica dos excessos humanos – por Luis Norberto Pascoal

Por Luis Norberto Pascoal
1 de maio de 2026

...

Trabalhe com o que você ama. Ou, pelo menos, entenda o que isso significa para você. – por Karine Camuci
Colunistas

Trabalhe com o que você ama. Ou, pelo menos, entenda o que isso significa para você. – por Karine Camuci

Por Karine Camuci
1 de maio de 2026

...

Entre bicicletas e lembranças: a saudade de Edson Lunardi – por Alexandre Campanhola

Entre bicicletas e lembranças: a saudade de Edson Lunardi – por Alexandre Campanhola

30 de abril de 2026
Pressa pra quê? – por Tábita Luiza de Ávila Dutra

Pressa pra quê? – por Tábita Luiza de Ávila Dutra

30 de abril de 2026
Um panorama da educação no Brasil – por José Pedro Martins

Um panorama da educação no Brasil – por José Pedro Martins

29 de abril de 2026
O show tem de continuar… – por Gustavo Gumiero

O show tem de continuar… – por Gustavo Gumiero

29 de abril de 2026
Carregar Mais
  • Avatar photo
    Alexandre Campanhola
    Hora da Saudade
  • Avatar photo
    Carmino de Souza
    Letra de Médico
  • Avatar photo
    Cecília Lima
    Comunicar para liderar
  • Avatar photo
    Daniela Nucci
    Moda, Beleza e Bem-Estar
  • Avatar photo
    Gustavo Gumiero
    Ah, sociedade!
  • Avatar photo
    José Pedro Martins
    Hora da Sustentabilidade
  • Avatar photo
    Karine Camuci
    Você Empregado
  • Avatar photo
    Kátia Camargo
    Caçadora de Boas Histórias
  • Avatar photo
    Luis Norberto Pascoal
    Os incomodados que mudem o mundo
  • Avatar photo
    Luis Felipe Valle
    Versões e subversões
  • Avatar photo
    Renato Savy
    Direito Imobiliário e Condominial
  • Avatar photo
    Retrato das Juventudes
    Sonhos e desafios de uma geração
  • Avatar photo
    Thiago Pontes
    Ponto de Vista

Mais lidas

  • Cartórios da região de Campinas terão horário ampliado para regularização de títulos

    Cartórios da região de Campinas terão horário ampliado para regularização de títulos

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Entre bicicletas e lembranças: a saudade de Edson Lunardi – por Alexandre Campanhola

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Cartórios eleitorais de Campinas mudam de endereço nesta semana

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Praça do Coco: Prefeitura diz que árvores serão substituídas por dois jequitibás

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Festa das Nações de Joaquim Egídio tem início nesta quinta-feira em Campinas

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
Hora Campinas

Somos uma startup de jornalismo digital pautada pela credibilidade e independência. Uma iniciativa inovadora para oferecer conteúdo plural, analítico e de qualidade.

Anuncie e apoie o Hora Campinas

VEJA COMO

Editor-chefe

Marcelo Pereira
marcelo@horacampinas.com.br

Editores de Conteúdo

Laine Turati
laine@horacampinas.com.br

Maria José Basso
jobasso@horacampinas.com.br

Silvio Marcos Begatti
silvio@horacampinas.com.br

Reportagem multimídia

Gustavo Abdel
abdel@horacampinas.com.br

Leandro Ferreira
fotografia@horacampinas.com.br

Caio Amaral
caio@horacampinas.com.br

Marketing

Pedro Basso
atendimento@horacampinas.com.br

Para falar conosco

Canal Direto

atendimento@horacampinas.com.br

Redação

redacao@horacampinas.com.br

Departamento Comercial

atendimento@horacampinas.com.br

Noticiário nacional e internacional fornecido por Agência SP, Agência Brasil, Agência Senado, Agência Câmara, Agência Einstein, Travel for Life BR, Fotos Públicas, Agência Lusa News e Agência ONU News.

Hora Campinas © 2021 - Todos os Direitos Reservados - Desenvolvido por Farnesi Digital - Marketing Digital Campinas.

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • ÚLTIMAS
  • CIDADE E REGIÃO
  • COLUNISTAS
  • ARTE E LAZER
  • OPINIÃO
  • ESPORTES
  • EDUCAÇÃO E CIDADANIA
  • SAÚDE E BEM-ESTAR
  • BRASIL E MUNDO
  • ECONOMIA E NEGÓCIOS
  • TURISMO
  • VEÍCULOS
  • PET
  • FALECIMENTOS
  • NOSSO TIME

Hora Campinas © 2021 - Todos os Direitos Reservados - Desenvolvido por Farnesi Digital - Marketing Digital Campinas.