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Home Colunistas

O Outubro Rosa e o período pós-pandemia – por Carmino de Souza

Carmino de Souza Por Carmino de Souza
10 de outubro de 2022
em Colunistas
Tempo de leitura: 5 mins
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O Outubro Rosa e o período pós-pandemia – por Carmino de Souza

Foto: Freepik

Chegamos novamente ao mês de outubro e, dentro de um cenário mais favorável, ainda que não resolvido da pandemia da SarsCov2. Há mais de dois ano e meio, convivemos com esta grave crise sanitária e muitas sequelas e demandas deverão ainda ser enfrentadas. Os sistemas de saúde, público e privado, estão muito pressionados, como era de se esperar, pelas demandas que não foram atendidas neste longo período de tempo da pandemia. Não podemos e não devemos nos esquecer dos cuidados individuais e coletivos necessários neste momento.

Assim, neste outubro-rosa, devemos lembrar a todas as mulheres da prevenção do câncer de mama. Novamente é importante enfatizar que não há necessidade de que todas as mulheres corram e façam sua consulta médica e mamografia neste mês, mas, fundamental, é não esquecer da importância deste tema. Não custa lembrar que o câncer de mama é o primeiro em prevalência dentre as mulheres de todo o mundo. Sempre é bom lembrar que dados obtidos a partir do registro de base populacional de Campinas mostram que esta continua sendo a terceira causa de morte nas mulheres de nossa cidade superada apenas por acidentes cardiovasculares e doenças pulmonares.

Infelizmente, em média, 100 mulheres de nossa cidade perdem a vida devido ao câncer de mama todos os anos e isto já traz uma redução de cerca de 18% na mortalidade nos últimos 15 anos na cidade. Os números globais são ainda mais expressivos com cerca de dois milhões de novos casos ao ano no mundo e cerca de 70 mil no Brasil – estimativa para o triênio 2020-2022 (1). Infelizmente, em 2019, mais de 18 mil mulheres faleceram no Brasil por esta causa. No Estado de São Paulo, a taxa de mortalidade é de 20,7/milhão.

Dentre os fatores de risco estão o consumo excessivo de álcool, o tabagismo, o uso não adequado e controlado de fármacos para reposição hormonal e o sobrepeso/obesidade, particularmente, no período pós-menopausa. 5-10% dos casos estão associados a fatores genéticos, e acometem mulheres, principalmente, mulheres mais jovens. Este grupo tem habitualmente um curso clínico mais agressivo e podem ser acompanhados de maior grau de morbimortalidade. A orientação por especialista com busca das mutações para o gene BRCA-2 são elementos fundamentais em mulheres com história familiar.

O rastreamento com exames clínicos e com realização de mamografia periódica na busca de nódulos suspeitos devem ser feitos periodicamente. Para mulheres acima de 50 anos, a recomendação é de realização a cada dois anos. Importante é que a mamografia está facilmente disponível nos sistemas público e privado de saúde de nossa cidade. Entretanto, quando olhamos os números de exames realizados, mesmo em um cenário de grande liberalidade de acesso aos exames, inclusive com realização do exame sem necessidade de agendamento, a pergunta bastante óbvia é onde estão as mulheres que não comparecem ou se interessem para fazer este monitoramento, que pode ser salvador.

Como já dissemos anteriormente e por ser um fato incompreensível, infelizmente ainda, questões culturais e crenças equivocadas têm afastado as mulheres desta busca de casos iniciais. As notícias falsas (fake news), tão comuns e prejudiciais aos cidadãos em suas checagens de saúde, os preconceitos, as proibições de várias origens dentre muitas outras causas, afastam as mulheres levando a prejuízos irreparáveis. O câncer de mama é uma doença potencialmente curável na quase totalidade dos casos quando diagnosticada precocemente e tratada adequadamente. Sabemos que sempre o tempo perdido “joga” contra os pacientes com câncer. Protelar ou simplesmente não realizar este controle é quase uma “roleta russa”, isto é contar com a sorte.

Um exemplo ao que estamos falando, é o número de casos avançados ao diagnóstico. Dado alarmante do registro de base populacional de Campinas (RBPC), registro este que foi motivo de nosso texto de 02/08/20212 (2), mostra de praticamente 45% dos novos casos de câncer de mama em nossa cidade tem estádio clínico avançado e, o que muito pior, já com presença de metástases. 39% dos casos são localizados e apenas 16% são in situ.

Dados também do RBPC, hoje inseridos na IARC – International Agency for Research on Cancer (3), órgão da ONU (Organização das Nações Unidas) e OMS (Organização Mundial de Saúde) que controla a epidemiologia do câncer no mundo, mostram que 17% de todos os óbitos em mulheres de nossa cidade são devidos ao câncer de mama. Portanto, continuamos a diagnosticar tarde e a tratar casos mais graves e avançados, consequentemente, com menor probabilidade de cura. Devido a este quadro, um simples exame clínico seguido da mamografia poderia, em curto espaço de tempo, modificar este cenário.

Vou lembrar aqui algo que já descrevi anteriormente, é que a cidade não é homogênea. A maior mortalidade por câncer de mama em Campinas é observada na região leste que engloba o Centro, o Cambuí, o Taquaral dentre outros. Esta é região mais abastada da cidade e, teoricamente, com maior acesso aos serviços de saúde. Como explicar isto? Envelhecimento maior nestas áreas? Provavelmente este possa ser um fator, mas não deve ser o único e, talvez, possa não ser o mais importante. Vemos graficamente, que a partir dos 60 anos, a mortalidade por câncer de mama é maior nesta região e, portanto, o fator idade não é o mais significante.

Como explicar que mulheres com maior acesso aos serviços de saúde e a informação são mais atingidas? Importante lembrarmos que o câncer de mama tem um grande espectro de possibilidades terapêuticas desde a cirurgia, a radioterapia, a quimioterapia, as terapias hormonais e mais recentemente, as terapias-alvo, em franco desenvolvimento em todo o mundo.

É muito importante que o diagnóstico seja o mais precoce e preciso possível para elevarmos as possibilidades de cura. O outubro-rosa, mês mundialmente dedicado ao enfrentamento e ao esclarecimento sobre o câncer de mama, veio para que a humanidade lute e modifique o cenário acima descrito. Precisamos lutar não só contra a doença, mas também contra a desinformação e preconceitos que estão associados também a este tema. Cada um de nós deve fazer a sua parte. Às mulheres cabe exercer sua cidadania e buscar os seus direitos a saúde.

 

1- Ministério da Saúde do Brasil: Estimativa 2018 – Incidência de Câncer no Brasil. 1o. ed. Rio de Janeiro: INCA, 2017;
2- Hora Campinas: O registro de base populacional de câncer de Campinas – 02/08/2021;
3- Hora Campinas: Registro de Câncer de Base Populacional de Campinas na IARC – 27/06/2022.

 

Carmino Antonio De Souza é professor titular da Unicamp. Foi secretário de saúde do estado de São Paulo na década de 1990 (1993-1994) e da cidade de Campinas entre 2013 e 2020. Atual secretário-executivo da secretaria extraordinária de ciência, pesquisa e desenvolvimento em saúde do governo do estado de São Paulo.

Tags: atendimentoCâncer de MamaCarmino de SouzacolunistascuidadosHora CampinasLetra de MédicoorientaçãoOutubro Rosasaúdetratamento
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Carmino de Souza

Carmino de Souza

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