A Venezuela voltou a restringir as ligações aéreas comerciais de passageiros, até 18 de fevereiro. As autoridades também apelarem às companhias aéreas e agências de viagens para que não vendam bilhetes para rotas não autorizadas. O Instituto Nacional de Aeronáutica Civil (INAC) explicou que as restrições são para “garantir a saúde dos cidadãos que residem no país e mitigar os efeitos ocasionados pela pandemia de Covid-19”.
“De maneira excecional, unicamente estão autorizadas as operações comerciais aéreas para o transporte de passageiros entre a República Bolivariana da Venezuela e os países irmãos da Turquia, México, Panamá, República Dominicana, Bolívia, Rússia e Cuba”, explica o INAC.
Em 12 de dezembro, o embaixador de Portugal em Caracas, Carlos de Sousa Amaro, queixou-se que a Venezuela não tem respondido aos pedidos de autorização para que a portuguesa TAP realize voos humanitários entre Caracas e Lisboa, apesar de ter autorizado outras companhias.
“Nós, a TAP e a nossa embaixada em nome da TAP, fizemos um pedido para dois voos humanitários em dezembro e dois voos humanitários em janeiro. O primeiro voo do mês de dezembro teria saído hoje [12 de dezembro]. Infelizmente não se realizou porque as autoridades venezuelanas ainda não nos deram resposta, não obstante as insistências e os pedidos que temos feito para que permitam esses voos”, disse Carlos de Sousa Amaro à Agência Lusa.
A Venezuela está desde 13 de março de 2020 em estado de alerta, o que permite ao executivo decretar “decisões drásticas” para combater a pandemia.
Na Venezuela estão oficialmente confirmados 458.631 casos de Covid-19. Há ainda 5.383 mortes associadas ao novo coronavírus, desde o início da pandemia.











