9 de agosto de 2026
O SEU PORTAL DE NOTÍCIAS, ANÁLISE E SERVIÇOS
ANUNCIE
Sem Resultados
Ver todos os resultados
Informação e análise com credibilidade
  • ÚLTIMAS
  • CIDADE E REGIÃO
  • COLUNISTAS
  • ARTE E LAZER
  • OPINIÃO
  • ESPORTES
  • EDUCAÇÃO E CIDADANIA
  • SAÚDE E BEM-ESTAR
  • BRASIL E MUNDO
  • ECONOMIA E NEGÓCIOS
  • TURISMO
  • VEÍCULOS
  • PET
  • FALECIMENTOS
  • NOSSO TIME
  • ÚLTIMAS
  • CIDADE E REGIÃO
  • COLUNISTAS
  • ARTE E LAZER
  • OPINIÃO
  • ESPORTES
  • EDUCAÇÃO E CIDADANIA
  • SAÚDE E BEM-ESTAR
  • BRASIL E MUNDO
  • ECONOMIA E NEGÓCIOS
  • TURISMO
  • VEÍCULOS
  • PET
  • FALECIMENTOS
  • NOSSO TIME
Sem Resultados
Ver todos os resultados
Informação e análise com credibilidade
Sem Resultados
Ver todos os resultados
PUBLICIDADE
Home Opinião

Artigo: O grande dilema das redes sociais – por Patricia Punder

Redação Por Redação
14 de junho de 2023
em Opinião
Tempo de leitura: 4 mins
A A
Artigo: O grande dilema das redes sociais – por Patricia Punder

Foto: Freepik

Foi inegável as mudanças na sociedade depois do surgimento das redes sociais, o Orkut, criado em 2004, foi uma das primeiras redes sociais desenvolvidas no mundo e redefiniu o papel da internet. Criado dentro da Google para ser uma rede corporativa e competir com o LinkedIn, tinha como objetivo inicial ser uma rede social corporativa para ajudar as pessoas a achar empregos e aumentar o networking. Entretanto, acabou virando palco para conexão de velhas e novas amizades e divulgação de uma aparente “felicidade”.

Em seguida veio o Facebook, cujo objetivo principal era conectar pessoas e fazer novas amizades, e novamente, virou palco para compartilhar uma vida por trás das telas, onde os users são “felizes”, tem “sucesso”, “dinheiro” e “corpos incríveis”. Surgiu, então, o Twitter, cuja finalidade, segundo o próprio aplicativo, seria proporcionar o diálogo público, figuras públicas e anônimos entraram na onda de fazer comentários sobre todo o tipo de assunto.

Com a inovação tecnologia trabalhando intensamente, foram criados, os principais aplicativos de comunicação do mundo, o WhatsApp e Telegram, tornando a comunicação mais fluida e a conexão de pessoas distantes mais fáceis.

Podemos afirmar que até este ponto, a missão de todas estas empresas era unir cada vez mais pessoas que se conheciam ou não, bem como permitir a liberdade de expressão sobre qualquer tema. O foco na socialização ajudou a conectar seres humanos que antes tinham dificuldade de se conhecerem, sejam pelo fato de morarem em outras cidades, estados ou até países. Como também permitiu que milhões de seres humanos ao redor do mundo pudessem ter acesso a comentários e informações de muitas personalidades, tudo isso em tempo real.

Como ponto em comum, tanto as plataformas, como os aplicativos de comunicação, não cobram dos usuários por utilizarem seus serviços, mas, como qualquer empresa, precisam pagar suas respectivas despesas físicas, como salários, estrutura tecnologia etc.

Então, foi introduzido o conceito da remuneração através das propagandas pagas. Até este determinado momento não existia nada de ilegal ou antiético com esta prática, afinal muitos canais de assinatura complementam seus lucros com propagandas.

O grande problema foi o uso da tecnologia para o direcionamento, ou seja, algoritmos criados para direcionar as propagandas para determinados usuários. Isso ocorre quando as informações que os usuários inseriam nas plataformas, como fotografias e dados pessoais, foram utilizadas sem a permissão dos mesmo para gerar padrões de perfis que acabaram sendo compartilhados com as empresas para realizarem propagandas direcionadas.

Afinal, se uma empresa conhece os hábitos e perfil psicológico do usuário, uma propaganda direcionada fatalmente ira se converter em mais vendas. O que não acontecia quando as empresas contratavam espaços nas televisões para divulgarem seus produtos, por exemplo, pois a mensagem era compartilhada, mas a conversão em vendas era infinitamente menor do que acontece atualmente com as plataformas digitais.

O fato das plataformas usarem dados pessoais dos usuários mediante algoritmos para geral perfis sem autorização destes já seria uma ilegalidade e total falta de ética, mas, tal tema traz tantas discussões que vale um artigo somente para explicar todas as vertentes existentes.

O que podemos afirmar é que este modelo de negócios não é sustentável a longo prazo, por ele exigir que cada vez mais pessoas se cadastrem nestas plataformas transnacionais. Ademais, com a potencial recessão mundial, por mais que as empresas façam propaganda nas redes, as conversões em vendas não estão no mesmo patamar que ocorria durante a pandemia. Motivo pelo qual temos a redução nos gastos com propagandas nas plataformas, pois a primeira coisa que as organizações fazem em uma potencial crise econômica é cortar custos com propaganda e marketing.

Temos um problema adicional que é a falta de uma regulamentação global em relação aos conteúdos publicados, pois as plataformas tentaram se autorregular, no entanto realmente não funcionou, afinal, o modelo de negócios é totalmente pautado nos conteúdos dos usuários, que acreditam na total liberdade de expressão e não creem que serão penalizados por postagens racistas, violentas, radicais etc. Pensam que o mundo da internet é uma terra sem lei, contudo estão totalmente errados, visto que postagens geram consequências jurídicas, inclusive fornecendo provas contra os próprios usuários. Lembrando que seu direito termina quando inicia o direito do outro.

Chegamos a um grande dilema, onde as plataformas são importantes se usadas de forma adequada, como também são usadas inadequadamente, propagando antagonismo, discriminação, discurso de ódio.

Qual será o final deste cenário? Fechar estas empresas? Usar de meios jurídicos para bloquear contas ilegais e imorais? Será que as autoridades irão conseguir vigiar a tempo todos os grupos e postagens que acontecem a cada segundo?

Creio que a única resposta para todo este imbróglio somente terá fim com uma regra global regulando este modelo de negócios e uma agência responsável por realizar investigações e penalizar as organizações, todavia ainda temos um longo caminho pela frente para atingirmos este objetivo. Por enquanto, como usuário, cabe a cada um de nós denunciar nas plataformas aquilo que fere o outro, seja violência física, psicológica, moral ou patrimonial. Podemos não resolver todos os problemas, mas, pelo menos, iremos fazer nossa parte para evitar ainda mais o pandemônio que o mundo vive.

 

Foto: Divulgação

Patricia Punder, é advogada e compliance officer com experiência internacional. Professora de Compliance no pós-MBA da USFSCAR e LEC – Legal Ethics and Compliance (SP). Uma das autoras do “Manual de Compliance”, lançado pela LEC em 2019 e Compliance – além do Manual 2020.

Tags: algoritmoArtigodadosdireitosHora CampinaslegislaçãoOpiniãoplataformasredes sociaisregrasusuários
CompartilheCompartilheEnviar
Redação

Redação

O Hora Campinas reforça seu compromisso com o jornalismo profissional e de qualidade. Nossa redação produz diariamente informação em que você pode confiar.

Notícias Relacionadas

Artigo – Dia dos Pais: conheça os animais que dão um verdadeiro exemplo de cuidado com os filhotes – por Alan Maia
Opinião

Artigo – Dia dos Pais: conheça os animais que dão um verdadeiro exemplo de cuidado com os filhotes – por Alan Maia

Por Redação
9 de agosto de 2026

...

Artigo: O espetáculo e a existência – por Gabriel Basso Pereira
Opinião

Artigo: O espetáculo e a existência – por Gabriel Basso Pereira

Por Redação
9 de agosto de 2026

...

ONU adia votação sobre uso da força para manter trânsito em Ormuz

Artigo: Por que as crises no Oriente Médio nunca são apenas regionais? – por Francisco Nascimento

8 de agosto de 2026
Artigo – A trova: paixão e desafios – por Adilson Roberto Gonçalves

Artigo – A trova: paixão e desafios – por Adilson Roberto Gonçalves

7 de agosto de 2026
Artigo: O mercado da autoestima e os limites do Direito na estética – por Laura Falsarella e Amyr Muknickas Sabry

Artigo: O mercado da autoestima e os limites do Direito na estética – por Laura Falsarella e Amyr Muknickas Sabry

6 de agosto de 2026
Artigo – A ampulheta do patrimônio: segundo semestre de 2026 é o limite para o planejamento sucessório – por Jônia Barbosa de Souza

Artigo – A ampulheta do patrimônio: segundo semestre de 2026 é o limite para o planejamento sucessório – por Jônia Barbosa de Souza

5 de agosto de 2026
Carregar Mais

Mais lidas

  • Herói até o fim: pedreiro salva colega e morre afogado dentro de caixa d’água

    Herói até o fim: pedreiro salva colega e morre afogado dentro de caixa d’água

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • ‘Rolimã na Rua’ terá edição especial do Dia dos Pais neste domingo, em Valinhos

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Campinas abre seleção inédita de projetos para a pessoa idosa

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Atropelamento na Bandeirantes, em Campinas, deixa um morto e outro ferido

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • TIC tem uma das maiores frentes de obras do estado entre Campinas e Jundiaí

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Avatar photo
    Alexandre Campanhola
    Hora da Saudade
  • Avatar photo
    Carmino de Souza
    Letra de Médico
  • Avatar photo
    Cecília Lima
    Comunicar para liderar
  • Avatar photo
    Daniela Nucci
    Moda, Beleza e Bem-Estar
  • Avatar photo
    Gustavo Gumiero
    Ah, sociedade!
  • Avatar photo
    José Pedro Martins
    Hora da Sustentabilidade
  • Avatar photo
    Karine Camuci
    Você Empregado
  • Avatar photo
    Kátia Camargo
    Caçadora de Boas Histórias
  • Avatar photo
    Luis Norberto Pascoal
    Os incomodados que mudem o mundo
  • Avatar photo
    Luis Felipe Valle
    Versões e subversões
  • Avatar photo
    Renato Savy
    Direito Imobiliário e Condominial
  • Avatar photo
    Retrato das Juventudes
    Sonhos e desafios de uma geração
  • Avatar photo
    Thiago Pontes
    Ponto de Vista
Hora Campinas

Somos uma startup de jornalismo digital pautada pela credibilidade e independência. Uma iniciativa inovadora para oferecer conteúdo plural, analítico e de qualidade.

Anuncie e apoie o Hora Campinas

VEJA COMO

Editor-chefe

Marcelo Pereira
marcelo@horacampinas.com.br

Editores de Conteúdo

Laine Turati
laine@horacampinas.com.br

Maria José Basso
jobasso@horacampinas.com.br

Reportagem multimídia

Silvio Marcos Begatti
silvio@horacampinas.com.br

Leandro Ferreira
fotografia@horacampinas.com.br

Marketing

Pedro Basso
atendimento@horacampinas.com.br

Para falar conosco

Canal Direto

atendimento@horacampinas.com.br

Redação

redacao@horacampinas.com.br

Departamento Comercial

atendimento@horacampinas.com.br

Noticiário nacional e internacional fornecido por Agência SP, Agência Brasil, Agência Senado, Agência Câmara, Agência Einstein, Travel for Life BR, Fotos Públicas, Agência Lusa News e Agência ONU News.

Hora Campinas © 2021 - Todos os Direitos Reservados - Desenvolvido por Farnesi Digital - Marketing Digital Campinas.

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • ÚLTIMAS
  • CIDADE E REGIÃO
  • COLUNISTAS
  • ARTE E LAZER
  • OPINIÃO
  • ESPORTES
  • EDUCAÇÃO E CIDADANIA
  • SAÚDE E BEM-ESTAR
  • BRASIL E MUNDO
  • ECONOMIA E NEGÓCIOS
  • TURISMO
  • VEÍCULOS
  • PET
  • FALECIMENTOS
  • NOSSO TIME

Hora Campinas © 2021 - Todos os Direitos Reservados - Desenvolvido por Farnesi Digital - Marketing Digital Campinas.