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Home Hora Campinas - um ano

Orlindo Marçal, o homem que lançou Luciano do Valle no rádio

Radialista de sucesso nos anos 60, em Campinas, Marçal foi responsável pelo pontapé inicial na carreira do célebre locutor esportivo, que morreu em 2014

Gustavo Magnusson Por Gustavo Magnusson
25 de setembro de 2021
em Hora Campinas - um ano
Tempo de leitura: 10 mins
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Orlindo Marçal, o homem que lançou Luciano do Valle no rádio

Orlindo Marçal deu a primeira oportunidade para Luciano do Valle no rádio. Fotos: Divulgação

O Dia Nacional do Rádio é comemorado oficialmente neste sábado (25), em alusão à data de nascimento de Edgard Roquette-Pinto (1884-1954), considerado o pai da radiodifusão no Brasil. Carioca, nascido no dia 25 de setembro de 1884, Roquette-Pinto foi o fundador da primeira estação de rádio do país, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, criada em 1923, com o objetivo de difundir educação. Doada ao governo federal em 1936, a emissora passou a se chamar Rádio MEC (Música, Educação e Cultura) e atualmente é administrada pela Empresa Brasileira de Comunicação (EBC).

Setembro é definitivamente o mês do rádio no Brasil, pois também marca o aniversário da primeira transmissão radiofônica no país, realizada no dia 7 de setembro de 1922, portanto há 99 anos, durante a inauguração da Exposição Internacional do Centenário da Independência. Na ocasião, uma estação de rádio foi instalada no Corcovado, no Rio de Janeiro, à época capital federal, para a veiculação de músicas e do discurso do então presidente da República, Epitácio Pessoa.

Além disso, o Dia do Radialista foi celebrado na última terça-feira (21), em referência à data de criação da lei que fixou salário-base para os profissionais da categoria, no dia 21 de setembro de 1943, durante o governo de Getúlio Vargas. Há 15 anos, no entanto, o presidente Lula sancionou a Lei nº 11.327, de 27 de julho de 2006, alterando a data oficial da comemoração para 7 de novembro, como forma de homenagem natalícia ao radialista, compositor e músico Ary Barroso (1903-1964), autor da música “Aquarela do Brasil”. Mesmo assim, o dia 21 de setembro continua sendo popularmente lembrado como o Dia do Radialista.

Propaganda da Rádio Brasil no Jornal da Cidade, de Campinas, em 1972. Foto: Arquivo Pessoal/Gustavo Magnusson

Luciano do Valle, o maior expoente do rádio campineiro

Ao longo da história quase centenária do rádio no Brasil, a cidade de Campinas revelou inúmeros profissionais de qualidade e expressão nesta área de atuação, mas nenhum deles chegou tão longe quanto o locutor esportivo Luciano do Valle. Campineiro, nascido no dia 4 de julho de 1947, Luciano cobriu 10 edições de Copa do Mundo e também uma dezena de Jogos Olímpicos, entre outros grandes eventos esportivos, primeiro no rádio e depois na televisão.

Logo após narrar a Copa de 1970, no México, que terminou com o tricampeonato mundial da Seleção Brasileira, Luciano do Valle passou a trabalhar diante das câmeras na Rede Globo, onde permaneceu por pouco mais de uma década. Lá, transmitiu os primeiros títulos brasileiros na Fórmula 1, conquistados pelo piloto Emerson Fittipaldi, em 1972 e 1974.

Campineiro, nascido em julho de 1947, Luciano cobriu 10 edições de Copa do Mundo. Foto: Divulgação

Já na década de 80, ao se mudar para a TV Record, Luciano promoveu o “Grande Desafio do Vôlei”, que detém até hoje o recorde de público da história da modalidade. O inesquecível evento reuniu mais de 95 mil pessoas no estádio do Maracanã para assistir ao confronto entre Brasil e União Soviética, em julho de 1983. O jogo terminou com vitória brasileira por 3 sets a 1 e impulsionou a popularidade daquela que viria a ser chamada de Geração de Prata.

Luciano do Valle foi um dos grandes incentivadores do futebol feminino, além de pioneiro em trazer o futebol europeu e os esportes americanos para dentro dos lares brasileiros. Em 1989 e 1993, na Band, Luciano voltou a narrar vitórias de Emerson Fittipaldi, desta vez nas 500 Milhas de Indianápolis.

Na sequência, Luciano do Valle transferiu-se para a TV Bandeirantes e revolucionou a emissora, tornando-a conhecida pelo slogan “Canal do Esporte”. Mostrando-se um grande visionário, encabeçou o programa “Show do Esporte”, que mantinha até 10 horas de programação esportiva aos domingos, com exibição de diversas modalidades como basquete, boxe e até sinuca.

O “Show do Esporte” ficou mais de 20 anos no ar e voltou a ser exibido pela Bandeirantes no ano passado, sob o comando dos apresentadores Glenda Kozlowski e Elia Júnior.

Faltando menos de dois meses para o início da Copa do Mundo, no Brasil, Luciano do Valle sofreu um infarto e morreu no dia 19 de abril de 2014, aos 66 anos. Ele estava viajando a trabalho e passou mal dentro do avião que o transportava a Uberlândia, em Minas Gerais, onde transmitiria o duelo entre Atlético-MG e Corinthians, no Parque do Sabiá, pela abertura do Campeonato Brasileiro. A morte súbita aconteceu apenas um ano após o narrador completar 50 anos de carreira.

Luciano do Valle transformou a TV Bandeirantes no Canal do Esporte. Foto: Divulgação

Herdeiro do talento comunicador de Luciano do Valle, o jornalista Paulo do Valle, de 31 anos, vem trilhando caminho semelhante ao do avô. No ano passado, o jovem deixou o rádio esportivo campineiro rumo à capital paulista, onde atualmente trabalha como repórter da Rádio Bandeirantes, exercendo a função de setorista do São Paulo.

Também neto de Luciano, primo de Paulo, o empresário Lucas do Valle começava a seguir os passos do avô como narrador, mas morreu de forma trágica no último dia 17, na véspera de seu aniversário de 30 anos, após ser baleado na cabeça durante um assalto que sofreu em São Paulo.

Orlindo Marçal, o primeiro mentor de Luciano do Valle

A brilhante trajetória de Luciano do Valle começou no rádio em Campinas, ainda no início dos anos 60. No entanto, ao contrário do que a maioria acredita, a estreia nos microfones não aconteceu na Rádio Educadora, atual Bandeirantes. De acordo com o primo Raul Maudonnet, a primeira experiência de Luciano como locutor ocorreu na Rádio Publicidade e Cultura, hoje CBN, graças a um radialista chamado Orlindo Marçal Oliveira do Valle, que detectou talento no então jovem de apenas 15 anos. Apesar da coincidência do último sobrenome em comum, eles não tinham nenhum grau de parentesco.

“Foi o Marçal que deu a primeira oportunidade para o Luciano. Se tem uma pessoa com valor nessa história é o Marçal. Ele foi o responsável pelo pontapé inicial na carreira do Luciano. Eu vi com meus próprios olhos”, atesta Raul Maudonnet, primo de Luciano do Valle.

Raul Maudonnet garante que a carreira de Luciano começou na Rádio Cultura, e não na Educadora. Foto: Reprodução/Facebook

“Na época, o Marçal tinha um programa maravilhoso que Campinas inteira ouvia, com músicas, informações e comentários. Ele colocava o telefonema das pessoas no ar. Era nota 10. O Marçal era muito importante no meio da comunicação”, relembra Raul Maudonnet.

“Eu não conhecia o Marçal, mas mesmo assim fomos até a Avenida Benjamin Constant e subimos no prédio onde ficavam a Rádio Cultura e a Rádio Brasil, que pertenciam aos irmãos Abel e Sinésio Pedroso, respectivamente. O próprio Marçal nos atendeu e o Luciano pediu para fazer um teste com ele. Marçal foi muito esperto e já levou o garoto até a cabine para a leitura de uma música em inglês. Luciano detonou e dali já começou a fazer locução comercial na Cultura“, revela Raul Maudonnet.

“O Luciano dificilmente teria uma oportunidade dessas em São Paulo, talvez só mesmo em uma cidade menor como Campinas. Sempre frequentei o Tênis Clube e o Guarani, então o Luciano sabia que eu tinha um certo entrosamento na sociedade. Como eu gostava bastante de rádio, inclusive depois até trabalhei nessa área, Luciano me pedia para apresentá-lo a alguém da crônica”, conta Maudonnet.

“A mãe de Luciano [Tereza] era irmã da minha mãe. Nós éramos primos-irmãos. Meu nome é Raul Bento Maudonnet e ele se chamava Luciano Bento do Valle. O sobrenome Valle era por parte do pai [Rubens], que tinha um comércio em Campinas, mas o negócio quebrou. Por isso, eles se mudaram para São Paulo, onde foram tentar se recuperar. Lá, inclusive, a mãe abriu uma lojinha de confecção. Porém, como a nossa faixa etária era a mesma, o Luciano sempre voltava para Campinas e ficava na minha casa na Rua Maria Monteiro, no Cambuí. Ele ficava mais aqui conosco do que com os pais dele em São Paulo”, narra Raul Maudonnet, que é irmão de Renato Maudonnet, ex-presidente do Tênis Clube de Campinas (TCC).

Os irmãos Renato e Raul Maudonnet são primos de primeiro grau de Luciano do Valle. Foto: Reprodução/Facebook

Após cerca de quatro meses trabalhando ao lado de Marçal na Cultura, Luciano do Valle foi contratado pela Rádio Educadora para atuar como repórter volante. “Luciano começou na Educadora praticamente na mesma época em que Faustão e Oliveira Andrade. A equipe era fantástica e ele aprendeu muito com Pereira Neto, Pereira Esmeriz e Lombardi Netto. Na época, a Educadora já pertencia à Bandeirantes, embora ainda não tivesse esse nome, e ficava na Avenida Francisco Glicério, 957, bem no centro de Campinas”, recorda Raul Maudonnet.

“Na época, em termos de audiência, a Educadora vinha em primeiro lugar, a Brasil em segundo e a Cultura em terceiro. Educadora e Brasil eram as emissoras com mais força no esporte, enquanto a Cultura não era tão competitiva”, contextualiza Raul Maudonnet.

Na Educadora, Luciano do Valle foi o grande padrinho de Luiz Antonio Piva, apresentador do programa de rádio mais antigo em atividade de Campinas: “A Grande Parada”. No último dia 7, a atração radiofônica completou 52 anos no ar de forma ininterrupta, sempre na voz de Piva. O programa começou a ser transmitido na Educadora, de 1969 a 1980, e segue desde então na Rádio Brasil Campinas.

“Orlindo Marçal era um grande irmão e foi um dos maiores jornalistas da história de Campinas. Ele fazia um programa contundente e tinha opinião marcante, não era só voz”, define o radialista Luiz Antonio Piva, que trabalhou com Marçal na Rádio Educadora, nos anos 70.

“Eu tinha apenas 16 anos quando bati na porta e o Luciano do Valle abriu. Eu falei que queria ser locutor de rádio, ele olhou para mim e me levou para gravar no estúdio. Luciano me achou fantástico, então acabei ficando como locutor comercial”, revela Piva, que nunca mais saiu do rádio. Parecia até uma repetição da história do próprio Luciano do Valle com Orlindo Marçal.

O apresentador Luiz Antonio Piva, no estúdio da Rádio Brasil, em Campinas, durante o programa “A Grande Parada”, há 52 anos no ar. Foto: Reprodução/Facebook

Na sequência da Educadora, Luciano do Valle migrou para a Rádio Brasil, onde foi companheiro de Sérgio José Salvucci, um dos maiores cronistas esportivos de Campinas, e virou definitivamente narrador de futebol. “Eu trabalhei com o Luciano na Brasil durante uns dois ou três anos. Ele já tinha me levado para ser rádio escuta na Educadora e depois me indicou para fazer plantão esportivo na Brasil, substituindo o Gilberto Amorim”, conta Raul Maudonnet, que assim também escreveu o seu nome na história do rádio campineiro.

“Na infância, Luciano irradiava perfeitamente os jogos de futebol de botão. Ele já nasceu com vocação e carisma, então sempre despontou. Luciano era completo e ainda foi se aprimorando com o tempo”, descreve Raul Maudonnet.

Anúncio de transmissão de jogo da Ponte Preta na Rádio Brasil, em 1966, com narração de Sérgio Salvucci e participação de Luciano do Valle. Foto: Arquivo Pessoal/Raul Maudonnet

Após completar 18 anos, com o objetivo de alçar voos maiores na profissão, Luciano do Valle deixou Campinas para trabalhar na Rádio Gazeta, em São Paulo, a convite de Pedro Luiz Paoliello, um dos maiores narradores esportivos brasileiros. “O prédio da Gazeta ficava na Avenida Paulista e eu ia com o Luciano até lá. Na época, o Galvão Bueno ocupava um cargo abaixo dele”, aponta Maudonnet.

“Eu e Luciano ficamos muito tempo juntos e unidos, mas com o passar do tempo, cada um foi para um lado. A gente passou a se encontrar somente em reuniões de família”, relata Raul Maudonnet.

Depois disso, Luciano do Valle trocou a Rádio Gazeta pela Rádio Nacional, também em São Paulo, onde passou a narrar outras modalidades além do futebol. Não demorou muito até virar homem de televisão e principal locutor esportivo da Rede Globo. “Quando o narrador Geraldo José de Almeida morreu, em 1976, o Luciano entrou no lugar dele e teve a ascendência que todo mundo sabe na Globo. Mas todo o início aconteceu em Campinas e eu tive o prazer de encaminhá-lo até o Marçal, que viu potencial nele e o abraçou. Felizmente, as coisas acabaram saindo de maneira muito positiva”, conclui Raul Maudonnet.

Luciano do Valle morreu em abril de 2014, às vésperas da Copa do Mundo no Brasil. Foto: Divulgação

Orlindo Marçal também foi colunista social e fundador de jornal em Campinas

Nascido em Belém do Pará, no dia 30 de junho de 1931, Orlindo Marçal Oliveira do Valle fixou-se em Campinas em 1937, ainda criança, com toda a sua família. Ele cresceu na cidade e formou-se em Direito na PUC-Campinas, na mesma turma de Lauro Péricles Gonçalves e Edvaldo Orsi, ambos futuros prefeitos de Campinas.

Antes de se destacar no rádio, nos anos 60, Marçal fez história no jornalismo impresso, sendo um dos pioneiros do colunismo social de Campinas, nos anos 50. “Sua primeira coluna social, em 1955, foi no jornal Correio Popular e chamava-se Coquetel. Depois, em 1956, quando se mudou para o Diário do Povo, a coluna passou a se chamar Rococó“, conta o ex-colunista social, fotógrafo e historiador Alex Nucci, em seu livro “50 Anos de Sociedade Campineira (1951-2000)”, lançado em 2001.

Ex-radialista e colunista social, Orlindo Marçal morreu em 2007, em Campinas, aos 76 anos. Foto: Divulgação

“A exemplo dos bailes de debutante da Hípica, ele [Marçal], numa atitude de absoluta democracia e cidadania, realizou um baile para as jovens negras de Campinas. no Teatro Municipal, e que se chamou Baile da Pérola Negra! Foi o último baile realizado no Teatro Municipal de Campinas antes de ele ser demolido”, revela o livro “50 Anos de Sociedade Campineira (1951-2000)”, de Alex Nucci.

“Rococó era uma coluna social muitíssimo bem elaborada. Marçal conhecia muito bem a sociedade campineira e somente publicava notas das pessoas certas. Além disso, emitia sua opinião a respeito das coisas e participava pessoalmente dos eventos. Não fazia média. Se o evento havia sido ruim, ele publicava isso de uma maneira construtiva, apontava os erros e fazia sugestões. Era uma coluna interessantíssima. Marçal escrevia muito bem , dominava perfeitamente o português… enfim, fazia um colunismo da melhor qualidade”, descreve Alex Nucci.

“Marçal criou, também, o Prêmio Andorinha, que era dado a cada expoente de um determinado setor da sociedade; da filantropia, do comércio, da cultura, etc. Era uma festa muito grande, sempre a rigor, e que era realizada no Tênis ou na Hípica. E, obviamente, a cobertura dessa festa era sempre aguardada com muita ansiedade”, conta a obra do ex-colunista social e fotógrafo Alex Nucci, que faleceu no dia 30 de dezembro do ano passado, aos 78 anos, vítima de complicações da Covid-19.

Orlindo Marçal entregava o Prêmio Andorinha a destaques de cada setor da sociedade. Foto: Paulo Vale Pereira

Ao deixar o Diário do Povo, em 1958, Orlindo Marçal passou a integrar a equipe de jornalistas do Jornal de Campinas, da família Pedroso (Sinésio, Abel e Cardosinho), que teve curta duração na década de 60. Nos anos 70, Marçal fundou o Jornal da Cidade, que circulava somente às segundas-feiras, em Campinas. “Era um jornal que aproveitava o vácuo do Correio Popular e do Diário do Povo. Não era vendido na banca e nem tinha assinante, sobrevivia basicamente de publicidade. O Marçal era o sócio majoritário e o publicitário Luiz Carlos Munhoz, apelidado de Lula, o sócio minoritário. A redação e a parte administrativa funcionavam nos fundos da casa onde o Marçal morava com a irmã [Tereza] e sua família, no Cambuí, mas a rotativa ficava fora de Campinas”, conta Ariovaldo Izac, que trabalhou como entregador do Jornal da Cidade, além de colunista do periódico semanal, antes mesmo de se formar como jornalista.

A capa da edição nº 18 do Jornal da Cidade, no dia 13 de novembro de 1972. Foto: Arquivo Pessoal/Gustavo Magnusson

“Eu trabalhei por cerca de um ano e meio como entregador. Quando entrei, o jornal tinha apenas dois anos de existência. Como eu havia dito ao Marçal que tinha pretensão de cursar Jornalismo, ele me deu uma coluna esportiva para escrever. Eu não tinha técnica de redação nenhuma e meu texto era basicamente radiofônico, então o Marçal fazia o copidesque. Depois que saí, o jornal conseguiu sobreviver por mais uns 10 ou 15 anos”, arrisca Ariovaldo Izac.

Rua Dr. Antônio Galízia, 51: a antiga casa onde funcionava a redação do Jornal da Cidade, no Cambuí. Foto: Arquivo Pessoal/Gustavo Magnusson

Jornalista esportivo com mais de 45 anos de carreira, Ariovaldo Izac acumula passagens por Diário do Povo e Jornal de Domingo, em Campinas, além do Jornal TodoDia, de Americana. Ele também trabalhou nas rádios Brasil, Educadora e Jequitibá, em Campinas, e Capital, em São Paulo. “Eu não cheguei a trabalhar com Orlindo Marçal no rádio, mas lembro muito bem da trajetória dele e de seu programa com muita aceitação e audiência. O estilo dele era meio malcriado e rude com o ouvinte na linha, mas era uma pessoa amável ao mesmo tempo”, arremata Ariovaldo Izac, que atualmente mantém o Blog do Ari, na internet.

Tags: CampinasDia do RádioHistóriaHora CampinasjornalismoLuciano do VallememóriasmídiaOrlindo MarçalradialistaRoquette-Pinto
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